pensei tanto nas consequências, tanto entre nós y nudos que esqueci do conteúdo de hoje. e hoje era dia de ter ombro e colo mais que nada. aprendendo com a volta, sempre.

por engañarse.
07/10/2011Que libertador es darse cuenta de que te estás engañando, nada más. Que estás, con toda la sinceridad del mundo, engañándote.Y no, no porque la realidad sea demasiado dura para enfrentarla, o porque el mundo esté demasiado pesado. Te estás engañando porque que quieres, porque a veces, algo de irrealidad te sienta bien. Y tanta sinceridad con uno mismo, es impagable.

05/10/2011
não. Não. NÃO. maldito a anasalado.
o a anasalado é sempre o maior desafio de quem luta cada vez que a alma pede 3 letras e um til.
o a anasalado é o impedidor da volta a trás, é destruidor do agrado compulsivo, é o que te obriga a ser ouvido, não? não.
não é o começo de um conflito, um problema, um dessorriso. e quem como eu sabe viver com um dessorriso. não.
eu não.
eu não aprendi a falar esse a anasalado e viver sua graça. meu a nem nunca é nasal, como muito é cuspido, gaguejado cheio de culpa.
um a crucificado, que a culpa é sempre boa cristã.
maldito a anasalado que nunca aprendeu a sair vomitado de dentro da alma.
maldita eu que nem nunca aprenderei a dizê-lo, e nem nunca saberei menti-lo.

um lugar pra chamar de seu.
05/01/2011Numa conversa com um amigo, erradicado por agora em Lisboa (ah lisboa), que está no Brasil por essas coisas de fim de ano, perguntei se ele já tava sentindo saudades da casa portuguesa e ele respondeu, sem dúvidas nem gaguejos um sonoro não. E me lembrei que de fato, era só o primeiro ano, e no primeiro ano a gente não sente saudades da terra nova. Mas o avisei que esperasse o segundo, porque na segunda volta, a saudades do lugar que te abriga aparece, e ele teria saudades lisboetas.
Hoje outro amigo me contava que, pela primeira vez, sentiu saudades de Brasìlia enquanto estava fora… fiquei pensando nisso. Eu ainda não, eu ainda não tenho saudades de Brasília, tenho saudades da minha casa (isso sim em Brasìlia foi rápido, achar o lugar que chamar de casa) mas não da cidade. Me contentei com voltar para Brasília sem tristeza, coisa que só aconteceu depois de 6 meses.
Fiquei lembrando da primeira vez que senti saudades de Madrid. Era fim de ano, em São Paulo, na praia, toda família reunida, sol mar e caipirinha, mil acontecimentos que seguravam meu coração ali onde estava meu corpo e em um momento, dentro do mar veio um sopro pequeno que ao mesmo tempo molhou meus olhos e abriu um leve sorriso contido. Estava ali, pensando ao mesmo tempo na cidade, na minha cidade e minhas pessoas, e aquela cidade era Madrid. A partir de então virei bigama, e tinha saudades de São Paulo em Madrid e de Madrid em São Paulo e nada poderia ser melhor que ter dois amores permitidos. Ainda que, confessar aos meus paulistas favoritos a saudades da outra, tenha levado algum tempo. E continuo “extrañándola a diario” e não tem dia que não lembre de alguma rua, algum bar, um grafite, uma janela, um detalhe que for da castiza.
Aqui em Brasília, quase dois anos depois da volta tive um sopro meio diferente ao lembrar de Jakarta… Incrivelmente a detestada cidade no meio do mais incrível país, quase dois anos depois, ganhou um pedacinho de amor e saudades. E me deu vontade de voltar, e devorar a cidade do jeito que não fiz da primeira vez, e entender a beleza no meio da feiura e do caos, (coisa que deveria ser especialidade de qualquer paulista apaixonada como eu) e me acabar até sair de lá chamando aquela de minha outra cidade.
No fim comentava com meu amigo, o saudoso de Brasília, que a gente só tem saudades daquilo que conquistou, daquilo que dá pra chamar de teu, e daquilo que pode te chamar de seu. E vim pra casa feliz de ter duas minhas cidades no mundo.

aeroportos
04/11/2010O mais difícil é se acostumar a chegar ao aeroporto sem ter ninguém te esperando do outro lado da porta, além da vida pra levar.
Nos dias bons, se pensa que é a vida que te espera do outro lado da porta.
E isso basta.

O clarevidente.
20/09/2010Tô na fila do supermercado quando um moço, que tava me encarando fazia tempo, entra logo detrás de mim. Eu apoio meus documentos no caixa pra pagar e então o moço me diz:
- Então você é a Tatiana né?
- Por que?
- Porque eu sou clarevidente e leio mente das pessoas.
- Pra mim você só leu meu nome nos documentos que estão apoiados aí na caixa.
- De jeito nenhum, sou clarevidente.
- A mas não é mesmo.
- Por que não?
- Porque se soubesse o que estou pensando, não tava falando comigo meu senhor.
- Mas sei o que você vai fazer depois, ir embora.
- Ah, mas isso não é clarevidencia, é bom senso.

Existe vida depois da tese.
15/09/2010Ok. Faltam duas semanas ou algo assim pra eu acabar a tese. E dessa vez vai. Ou parece que vai que eu só acredito no dia que estiver com o ticket do SEDEX na mão (bla bla bla minha tese tem que ir por SEDEX). Enfim. O que importa é que faz 4 anos cuatro puñeteros años que eu estou no processo de acabar a tese. E nesses 4 anos eu adiei uma vida por causa dela tá tá bom, na verdade eu demorei quatro anos porque fiquei vivendo ao invés de escrever a tese, mas ainda assim…
Então, como toda boa pessoa perto dos 30, resolvi recuperar o tempo perdido e criar a lista. Coisas que eu farei quando terminar a tese:
1. Ler todos os livros da prateleira, começando por las novelas, mas sem dúvida, passando pela teoria feminista e pos colonialista. E ler sem culpa de não estar lendo pra tese, o que é mais importante.
2. Ver todos os filmes bons que eu perdi no cinema o que não foi culpa da tese, mas se é pra recuperar o tempo…
3. Voltar a correr e o voltar, pra quem me conhece, é quase irônico
4. Tirar minha camera pra passear, que desde que chegou em Brasília não fez nenhuma foto.
5. Fazer outro curso de fotografia.
6. Aprender francês.
7. Reaprender inglês.
8. Nadar na hora do almoço.
9. Fazer terapia.
10. Viajar uma vez por mês.
11. Cozinhar, muito.
12. Acompanhar os jogos do Timão e do Barça, claro.
13. Trazer meus avós pra Brasília.
14. Conhecer o México.
15. Fazer uma visita a SP e só ver meus amigos.
a lista provavelmente cresce com o tempo. E como accountability é tudo, eu vou publicando o que for cumprido.

And we are back
12/09/2010Caros não leitores,
Eu desisti desse blog faz um ano, comecei outro desisti do outro por um tempo e resolvi voltar. Porque?
Porque tenho desordem de múltipla personalidade, porque vivo uma montanha russa emocional, porque eu sempre mudo de idéia, porqeu fiquei com preguiça de montar outro blog novo (seriam 4 em 4 anos, faz favor), enfim, porque eu sou assim de estranha e a cada mudança de vida eu começo um blog novo que terá por destino ser abandonado por falta de posts e depois ser abandonado definitivamente.
Total, de volta, neste endereço, agora, desde Brasília. Pra contar minha vida calanga.